quarta-feira, 14 de setembro de 2016

Dossiê RPG: Atrocitus #1

Nome: Taran Balerion
Alcunhas: Atrocitus; Rubro; Dragão de Asas Opostas
Raça: indefinível
Naturalidade: Midreth
Filiação: Bahamut, o platinado; Ea Balerion
Idade: 648 anos
Descrição: olhos vermelhos como sangue recém-derramado, cabelos negros como a morte, estatura mediana e corpo robusto. Costuma usar uma armadura rubra, adornada com o símbolo de sua casa no peitoral. Exímio espadachim.

Há muito tempo atrás, a malquista união entre o Senhor do Vento Norte - Bahamut, o rei dos bons dragões - e uma abissal, de origem desconhecida, gerou uma abominável prole bastarda. Enojados e, segundo alguns, também temerosos, os deuses reuniram-se em Consenso para julgar a insensatez do grande platinado.

Em unanimidade, resolveram ostracizar Bahamut, sob o argumento de ferir o equilíbrio do cosmo. Com a suposta bênção do Grande Supremo, despedaçaram sua centelha e aprisionaram seu corpo, ainda imortal, num semiplano no inóspito Reino Distante. Sua nefasta companheira, tendo conhecimento do eminente destino de sua cria, enviou-na devolta ao Plano Material, sob uma poderosa magia de sangue, que só o poder primordial poderia conceber. Tal magia tratou de ocultar a criança de seus divinos algozes. A abissal foi aniquilada, não muito depois, após ser vítima do doentio massacre de Erythnul.

Ironicamente, o destino lamentável do deus dragão de toda forma trouxe desequilíbrio, haja vista que, sem um rival de alinhamento benigno, Tiamat, a deusa dos dragões cromáticos, viu-se com promíscua liberdade no que tange a raça dracônica. Entretanto, segundo o próprio Pelor, sem a intervenção do panteão, a devassidão de Bahamut teria gerado consequências ainda mais catastróficas.

Taran cresceu nutrindo um ódio muito profundo, cultivando um transcendente desejo de vingança. Queria apresentar àqueles déspotas uma dose de seu próprio jugo. Não suportava a ideia de viver em um mundo onde deuses podiam, arbitrariamente, decidir o destino dos seres com base em suas próprias ideologias infundadas. Ea, sua mãe, havia ido contra sua própria tendência e contra tudo que era por amor a Bahamut. Taran sabia disso; ele era capaz de sentir a manifestação física daquele inquebrantável sentimento correndo em suas veias.

Devido à magia primordial incrustada em seu âmago, ao trauma que sofrera e à sua descendência única, o que agora é chamado de Dragão de Asas Opostas, desenvolveu um inexplicável desequilíbrio mental. Um mórbido caso de transtorno de múltiplas personalidades, que nunca antes na cronologia da Criação fora registrado. Sua mente oscila inconstante entre as nove tendências que regem o comportamento das entidades existentes, mas, por motivos obviamente desconhecidos, predomina a ordem e o mal.

Após séculos de planejamento, ele hoje trás à tona seus malévolos intentos. Crescendo em poder e sabedoria, o rubro marcha por todo continente - e além -, espalhando seu profano miasma. Não se sabe até onde as habilidades e ambições de Atrocitus irão arrastar o multiverso, mas certamente tragédia e estertores espreitam todo o percurso.

A apocalíptica canção foi tocada e poucos foram os que genuinamente ousaram levantar-se para tentar pôr fim à pandemônica sinfonia.

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